Que os estudos o salvem

Darko Bandic/AP

Hussein Al-Shamali foi captado pelas câmaras da Associated Press em agosto enquanto descansava, depois de atravessar a fronteira húngara. Seguia rumo à Alemanha, como tantos outros. Porém, algo fez com o jovem de 20 anos que se destacasse: mostrava, de forma orgulhosa, o seu cartão de estudante.

Partiu da Síria, mais concretamente da cidade Idlib, no norte do país, na esperança de encontrar um local onde consiga um futuro melhor. Lá, estudou durante três anos Engenharia Civil, histórico que espera ver reconhecido pelo sistema académico alemão.

Tem o sonho de conseguir fazer um mestrado em Medicina naquele país para, depois, quando a guerra na Síria acabar, voltar como médico.

Espera que aquele cartão, cuidadosamente plastificado e transportado, seja o seu passaporte para um bom futuro. Na mala que trazia, transportava os seus bens mais preciosos – os registos escolares.

“Não faço ideia do que eles pensam do meu trabalho. Espero que seja suficiente. Já houve muitas pessoas a gastarem centenas de dólares comigo para chegar onde cheguei”, conta.

A família, que financiou a sua viagem da Turquia até à Hungria, espera que Hussein, quando estiver na Alemanha, lhes envie dinheiro.

“Eu tenho de retribuir, é o que esperam de mim”.

Fonte: UOL Notícias

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